sexta-feira, 13 de maio de 2011

Quando tudo vem

Quando tudo vem de uma vez só, parece que falta espaço para ocupar e acomodar tudo devidamente.
Esse mundo não me pertence, nada nem ninguém me pertence.
Meu pensamento se retém em perguntas faceís de dizer e difíceis de responder:
O que sou? Como estou? O que ocupo nessa imensidão?
Você sabe que já ocupa um lugar aqui, dentro de mim, lhe encaixo nesse espaço que não é insignificante quanto parece, caso não saiba, um dia saberá.
Não desejo apenas imaginar, ninguém vive só de sonhos, quero viver, sentir tudo que possa ser sentido, por mais que a dor venha acompanhada de tanto tanto sentir. Aliás, a vontade de te ter ao meu lado supera qualquer outro tipo de pensamento, qualquer medo que possa vir insensivelmente. Não estou renegando os sonhos, eles me fazem tão bem, mas não são tudo!
Quero expandir, ir além, soltar, despreender o foco de atenção que nos deixa assim, ansiosas.
Ansiedade. Ah, para que?
O que tem de acontecer, simplismente acontece, é involuntário.
Vem, vem, mas vem depressa e mantenha-se aqui aquecendo meu corpo necessitado da sua companhia.
Pode parecer uma chama insáciavel e nítida, será que ela se manterá acessa sempre?
Não me importa, sinto, logo existe.
Isso que chamamos de realidade é finito. Gastar tempo pensando nisso é totalmente desprezível, só há um caminho, uma maneira de descobrir o que é infinito, para sairmos dessa absorção material.
O fato de tamanha importância é, estar, manter, acalmar, harmonizar, fluir, evoluir, amar.
A busca pelo amor puro nos leva a evolução, evolução a fluir com harmonia, acalmando e mantendo, por fim se está.

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