terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Frêmito

Era uma dor ardua, não conseguia ser manifestada de forma alguma, nem se quer em  lágrimas, tão agonizante, latente e estranha. Incessante, tentei chorar por inúmeras vezes, tentei gritar, chamar, esbravejar, lamentar, críticar ou julgar, mas nada saia, me corroia por dentro fazendo perdurar em silêncio intensamente pelo decorrer dos dias.
Sua função era crescer, nada posso fazer para reter essa dor, tenho certeza da minha parte, entretando, você sim, da mesma maneira que deu vida a este sentimento, também tens o poder de acabar, seja a minha dor ou meu amor.
Você não mergulha mais em meu olhar, não caminha em minha direção com o maior e mais doce sorriso no rosto, sei que uma hora isso não me deixará abalada, lembro do antes e do agora.
Pior que sentir saudade de ti, é sentir saudade de quem eras. Bem, isso é totalmente relevante, pois te amo por inteiro, por completo. Deve-se interpretar esse completo com um significado acima de tudo e todos, deve-se levar em conta, que esse inteiro e completo é regido pela sua alma, seu corpo e sua mente, tudo que descende ou deriva de você.
Eu te amo, só isso. Do jeito que és, com as boas e más idéias, palavras, condutas.
Aonde está a dificuldade de lidar com isso? Se é um sentimento tão bom, puro e eterno?
Já ouvi falar que muitas respostas que buscamos estão ocultas dentro de nós mesmos. Não me dou conta desse fato na maior parte do tempo.
Isso que chamo de coração, coração agora dilacerado, comprimia-se e uma sombria nuvem confundia-o, chamo eu essa nuvem sombria de Dúvidas.
Mas meu amor, por que tardas? Terá você olvidado nossos sonhos, nossos dias, nossas juras, nossos beijos, nossos momentos? Quero fugir contigo para longe de todos que nos cercam, quero apenas você do meu lado por tempo indeterminado. Prometeu-me estar aqui ao anoitecer, dormir comigo preenchendo imediatamente este vazio que me habita.
Fluíra longamente e frequentemente da minha companhia, enquanto útil a ti, desfrutou de toda a minha energia, todo o meu doce, todo o meu Eu, todo meu amor que permanece intacto por ti, ainda.

domingo, 6 de fevereiro de 2011

Alvorecer

Ao alvorecer da madrugada, meus pés penduravam uns oito centímetros do chão, o aroma de nossos lençóis me sacudiam a procura dos seus lábios, enquanto te abraçava forte e sentia você, nossos corações lado a lado, pulsando, fazendo companhia um ao outro, completando-se. Queria eu, ter filmado esse momento eterno, eterno enquanto durou. Mas na verdade, filmei, e o filme que foi usado para gravar é inapagável, se chama memória.
O que me restou daquela noite?
Restou a fagulha que ainda faz queimar tudo isso que sinto.
Tudo tão suave, cores bonitas envolviam você, parei e sentei na beira da cama, fiquei observando como você é lindo, quieto em sono profundo, inconsciente, tremendo de frio..
A janela estava aberta, estava ventando muito, era fascinante, a cena ganhava mais brilho com o frio que tentava esfriar nossos corpos quentes.
Me debrucei sobre a janela, via os pássaros voando, os carros andando, um cachorro correndo, uma senhora de idade atravessando a rua com seu neto, via todo esse mundo material com meus olhos inchados de mais uma noite mal dormida, ela foi aproveitada da melhor forma possível (com você), desfrutando a alegria do teu sorriso.
Peguei minha caneca vinho, enchi-a de chá quente, enquanto esperava você docemente abrir os olhos, sentei na nossa poltrona verde, analisando o céu, os raios de sol que penetravam pela janela e iluminavam suas costas cheia de pintinhas, fiquei caminhando de um lado para o outro, pensativa como sempre.
Não aguentando a saudade que sentia por não estar em seus braços, me aproximei, beijei-lhe os braços, subindo em direção ao pescoço até chegar na face, queria tanto saber alguma forma de agradecer por você existir em minha vida.
Acorde, saia logo do mundo dos sonhos, este mundo real precisa de você agora, bem.. Não o mundo real, mas eu preciso, desejo manhã após manhã teus beijos, o toque das suas mãos e seu sorriso junto ao meu.

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Wrote when I felt

Sleep in my breast I want see your face in the morning  into my arms I want see your body moving in this bed while are you waking I wanna give all that I can give to you.. I hope this night with all my soul Now I know what's that baby! I love you, like a children loves his toy You're a children, my children!
I mean, you and me just need to feel our love tonigh.

Propósito

Sentei em minha cama, vesti meu pijama de girafa, cruzei as pernas, tomei um gole de chá preto gelado, pensei em como a mudança é a lei da vida, tentei ler alguns livros, mas, não conseguia me concentrar, via os móveis empoeirados ao redor do quarto, as cinzas do meu incenso favorito caídas sobre a cômoda, roupas jogadas pelo chão. Notei os brinquedos sobre a estante, usei os por tantos anos e eles me consolavam tão bem quando pequena!

Nesse exato momento, lembrei de você, do atual você, do antigo você e por fim, chorei. Sinto tanta saudade do antigo você, queria ter aproveitado mais antes de você ter mudado.
Infelizmente e felizmente, nada é por acaso.

Enquanto meus soluços aumentavam, minha garganta ficava seca, meus olhos inchavam e ficavam vermelhos, já não conseguia mais acompanhar o caminho de minhas lágrimas, quando deitada, sentia elas indo aos meus ouvidos, quando sentava via as cair sobre os lençóis, sobre meu livro ou sobre minhas pernas. Minha voz gaguejava só na tentativa de respirar melhor. Porque parece tão difícil?  Desde o começo eu só lhe quis dar amor, e acho que ainda quero... Meu propósito de vida é amar, viver, amar e viver, apenas isso..
Parece que você não quer o meu amor, o sentimento mais puro que abrigo, talvez seja porque você não tenha o mesmo a me oferecer e tenha medo. Talvez seja por isso que você mudou, terá chegado nessa conclusão?

Utopia

Nunca pensei que seria assim, sempre imaginei o bom, o melhor... Só utopia.
Você me prendeu com seus braços, quando não podia me prender com eles, me prendia com as palavras, quando não haviam as palavras, me prendia com a ausência delas, a ausência de você, foi a última forma que me fez prender...
Agora não me sinto mais presa, sufocada, angustiada. Só que não devo mais pensar em você, não da mesma forma, não com o mesmo afeto, pois da forma que estão as coisas, meu amor foi obrigado a se calar e se fechar.
E agora, lá vou eu, seguindo sempre em frente, abrindo novas portas, novos caminhos, vendo sorrisos encantadores, mas nenhum deles é o seu, talvez, meu coração precise de um tempo para não sentir mais a sua ausência e se acostumar com esse tal de agora.

Pergunta

- É assim que tem de ser feito!
- Mas, porque te deixa triste, se acha que é o que deve ser feito?
- ...