sábado, 25 de junho de 2011

Es muss sein

Culpa daquilo no qual não faz respeito a mim, medo de destruir o tesouro construido dia após dia, congestionado de vontades, frenesi de sentimentos.
Então, quando vejo esse sorriso descontráido fazendo contraste a sua personalidade retraída, sinto um prazer imensurável em todas as partes do meu corpo, poderia até tremer com está sensação que me propociona, sem saber.
Tão ingênuo és, tão encantador, bem capaz nem se quer pensar em tamanha loucura de minha parte você me traz, meu...
Meu? Meu nada? Desta maneira que devo chamar-lhe? A condição de meros amigos me corrói de dor, deixa este ser melancólico como nunca fui, faz-me procurar músicas a procura de ti embutidas, procuro as que lhe agradam na procura de te sentir nelas, sentir como se sente ao ouvi-las, só para proporcionar um contentamento descontente ilusório nesse saco de ossos, sangue e carne ao visualizar nitidamente em meus sonhos conscientes todos os traços do seu rosto se alegrando com calmantes músicas.
Nessa condição, a necessidade de engolir as palavras vem, engolir de novo o sentir já sobrecarregado, tristemente segredo em silêncio aquilo que tem fome da voz, fome de ti, fome do dizer chegar aos seus amáveis ouvidos.
Uma pena, total lástima ao mesmo tempo, o melhor a fazer é se manter assim, no ato de não-ação, pois de nada valeria estipulo eu, palavras jogadas ao vento comparadas a teu sentir por...
Por que diabos lhe desejo? Nada tem de ético, de prático, de correto.  E sabe por que? Porque, insustentável é gostar de ti.
Deixo meu pensamento divagando devagar, com ele pelo menos te tenho em meus braços quentes, recostando sua cabeça em meu ombro, beijando lhe os lábios tão rosados, afagando os cabelos levemente enrolados, ao ver seu sorriso a vida ganha um novo sentido, uma faceta de extrema doçura, direcionando suas mãos a manter meus braços trêmulos firmes a teu peito, deitando-se parcialmente sobre mim enquanto as minúsculas gotas de suor exalam de seu corpo e escoem juntando-se as minhas, tornando uma só gota de nós e no alto do abismo de imaginismo, relevo o não poder, o não dever.
Entretando dizer sobre o não querer, seria roubar a oportunidade de saber a verdade, ou seja, mentir. Mentiras não cabem em mim, não saem de mim,  tampouco não gosto que venham a mim.
Talvez tudo se reverta, mas já não sei se gostaria que mudasse, antes espero essa dor permanecendo só em mim, não quero partilhá-la com quem está feliz, trazendo apenas uma bagunça de sentimentos a tona para atordoar.
Do amanhã sei, permanecerei na zona de conforto, para me convencer que Es muss sein.
E ecoa tuas palavras sem toque algum de carinho em minha mente por toda a  noite.
Chega de sonhos por hoje; demais, dói-me o (...)

domingo, 12 de junho de 2011

Tenho dito

Rolando na cama, virando de um lado para o outro, talvez a única maneira de demonstrar esse querer te ter ao meu lado em silêncio para gastar a energia em excesso dentro de mim.
Abraçando forte o travesseiro, como se ele fosse capaz de substituir o seu corpo, a sua presença, você por completo.
Imaginando uma tarde bonita, céu azul celeste com poucas nuvens rosadas, um tom rosa chá no horizonte e um pôr do sol radiante emitindo raios alaranjados que dão uma tonalidade tão agrádavel a tudo, uma energia vital.
Pensando, de tal maneira seria deitar abraçada contigo, sentindo o seu pulmão inflar junto ao meu peito, observando suas mãos alisando amigavelmente meus cabelos, imaginando cada som, lembrando cada ruído, estipulando o ainda não descoberto.
Como se não bastasse imaginar nós admirando o sol em uma praça encantadora, imagino mais além. Em meio aos edredons azuis com branco e pequenas rosas desenhadas num traçado simples, nesta minha cama, o cheiro de sândalo no travesseiro, o frio da madrugada, com toda sua firmeza tomando a mim em seus braços, quero me perder em seus abraços.
O frio dissipando entre nosso calor, nada seria capaz de ofuscar o entrelaçar dos corpos.
De nada adiantaria, se não fosse sua expressão de maturidade desinteressada, tão seguro de si, uma pitada de sagacidade para se mostrar apático aos outros, já que não consegue ser igual a eles,
ainda bem que não consegue, sinto a sua falta interior e a minha. Que diabo está faltando para cairmos em si?!
Teu acolhimento e quietude me fascina, a maneira que arquiteta e põe em prática com a maior determinação suas preferências, pois no meio físico, você se testa e cresce enquanto separa tudo na medida do possível, sem riscos sentimentais, apenas físicos. Você tenta, mas não consegue fugir de si mesmo.
Isso não entra na minha mente, como pode encarar a vida desta maneira?
Realismo.. Naturalismo.. Ceticismo.. De um lado.
E do outro.. Surrealismo.. Simbolismo.. Misticismo.
Opostos, quando juntos tão primorosos. Esta é a palavra, quero compreender o verdadeiro significado: juntos.
Acredito que não há de existir outra maneira de lhe transmitir, muitas vezes devemos ir em frente, abrir mão.
Sem medo, sem ego, sem vaidade, sem preguiça, sem insegurança.
Só amor, amor é o bastante. Tenho dito.

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Céu

O sol brilhava forte, veemente como nenhum outro dia, estava de tarde, as árvores pela estrada são um dos motivos que faziam crescer minha felicidade. Felicidade é um estado de ânimo, não o sumo-bem, portanto, existem graus de felicidade e a felicidade em suma, suprema.
Azul que só, o céu. Com nuvens esboçadas como um quadro pintado a tinta óleo ou aquarela. Clima abafado, mas não sufocava, era sempre agradável só por saber que estava ali.
Já a noite, foquei nas estrelas que brilhavam tanto e me perguntei: Porque o céu está tão lindo hoje, se me sinto mal por dentro? Com vontade de por tudo pra fora e lembrei-me que sensações não-físicos não se botam pra fora como gostaríamos, elas se manifestam nesses fracos corpos físicos e se mantém.. Até que se curem.
Todo e qualquer estado emocional se manifesta no físico, mesmo tentando esconder, não existe uma maneira eficaz, e se você tentar segurar... Ele te devora, e gospe os ossos depois, só que essa sua angustia, seu medo, sua carência só te corroem é o que você alimenta, aos poucos isso também te alimenta, mas não quer ajuda e tampouco quer se ajudar, espero que fique bem, bem mesmo, porque um tanto do que aprendi podia lhe ser útil, eu podia tentar aliviar a sua dor. Eu só te quero bem, meu bem.

Lástima

Dentro de um período tão curto de tempo...
Me lembra uma montanha-russa, você sabe exatamente por onde começa, por onde irá andar, segue o caminho certo, exato, quando chega, senta, olha para os lados procurando alguém, esse alguém chega, te acompanha, vocês vão para o alto, o auge, depois caem com a velocidade maior do que subiram.
Foi exatamente assim, amor.