Culpa daquilo no qual não faz respeito a mim, medo de destruir o tesouro construido dia após dia, congestionado de vontades, frenesi de sentimentos.
Então, quando vejo esse sorriso descontráido fazendo contraste a sua personalidade retraída, sinto um prazer imensurável em todas as partes do meu corpo, poderia até tremer com está sensação que me propociona, sem saber.
Tão ingênuo és, tão encantador, bem capaz nem se quer pensar em tamanha loucura de minha parte você me traz, meu...
Meu? Meu nada? Desta maneira que devo chamar-lhe? A condição de meros amigos me corrói de dor, deixa este ser melancólico como nunca fui, faz-me procurar músicas a procura de ti embutidas, procuro as que lhe agradam na procura de te sentir nelas, sentir como se sente ao ouvi-las, só para proporcionar um contentamento descontente ilusório nesse saco de ossos, sangue e carne ao visualizar nitidamente em meus sonhos conscientes todos os traços do seu rosto se alegrando com calmantes músicas.
Nessa condição, a necessidade de engolir as palavras vem, engolir de novo o sentir já sobrecarregado, tristemente segredo em silêncio aquilo que tem fome da voz, fome de ti, fome do dizer chegar aos seus amáveis ouvidos.
Uma pena, total lástima ao mesmo tempo, o melhor a fazer é se manter assim, no ato de não-ação, pois de nada valeria estipulo eu, palavras jogadas ao vento comparadas a teu sentir por...
Por que diabos lhe desejo? Nada tem de ético, de prático, de correto. E sabe por que? Porque, insustentável é gostar de ti.
Deixo meu pensamento divagando devagar, com ele pelo menos te tenho em meus braços quentes, recostando sua cabeça em meu ombro, beijando lhe os lábios tão rosados, afagando os cabelos levemente enrolados, ao ver seu sorriso a vida ganha um novo sentido, uma faceta de extrema doçura, direcionando suas mãos a manter meus braços trêmulos firmes a teu peito, deitando-se parcialmente sobre mim enquanto as minúsculas gotas de suor exalam de seu corpo e escoem juntando-se as minhas, tornando uma só gota de nós e no alto do abismo de imaginismo, relevo o não poder, o não dever.
Entretando dizer sobre o não querer, seria roubar a oportunidade de saber a verdade, ou seja, mentir. Mentiras não cabem em mim, não saem de mim, tampouco não gosto que venham a mim.
Talvez tudo se reverta, mas já não sei se gostaria que mudasse, antes espero essa dor permanecendo só em mim, não quero partilhá-la com quem está feliz, trazendo apenas uma bagunça de sentimentos a tona para atordoar.
Do amanhã sei, permanecerei na zona de conforto, para me convencer que Es muss sein.
E ecoa tuas palavras sem toque algum de carinho em minha mente por toda a noite.
Chega de sonhos por hoje; demais, dói-me o (...)
Eu adorei seu blog! Conheci por meio de um blog que a gente segue em comum, o Palco Teatral. Vi que você pretende prestar Artes Cênicas na USP, assim como eu.
ResponderExcluirCaso você queira ter contato, dá uma passadinha no meu blog. ^^
beijos