Ao alvorecer da madrugada, meus pés penduravam uns oito centímetros do chão, o aroma de nossos lençóis me sacudiam a procura dos seus lábios, enquanto te abraçava forte e sentia você, nossos corações lado a lado, pulsando, fazendo companhia um ao outro, completando-se. Queria eu, ter filmado esse momento eterno, eterno enquanto durou. Mas na verdade, filmei, e o filme que foi usado para gravar é inapagável, se chama memória.
O que me restou daquela noite?
Restou a fagulha que ainda faz queimar tudo isso que sinto.
Tudo tão suave, cores bonitas envolviam você, parei e sentei na beira da cama, fiquei observando como você é lindo, quieto em sono profundo, inconsciente, tremendo de frio..
A janela estava aberta, estava ventando muito, era fascinante, a cena ganhava mais brilho com o frio que tentava esfriar nossos corpos quentes.
Me debrucei sobre a janela, via os pássaros voando, os carros andando, um cachorro correndo, uma senhora de idade atravessando a rua com seu neto, via todo esse mundo material com meus olhos inchados de mais uma noite mal dormida, ela foi aproveitada da melhor forma possível (com você), desfrutando a alegria do teu sorriso.
Peguei minha caneca vinho, enchi-a de chá quente, enquanto esperava você docemente abrir os olhos, sentei na nossa poltrona verde, analisando o céu, os raios de sol que penetravam pela janela e iluminavam suas costas cheia de pintinhas, fiquei caminhando de um lado para o outro, pensativa como sempre.
Não aguentando a saudade que sentia por não estar em seus braços, me aproximei, beijei-lhe os braços, subindo em direção ao pescoço até chegar na face, queria tanto saber alguma forma de agradecer por você existir em minha vida.
Acorde, saia logo do mundo dos sonhos, este mundo real precisa de você agora, bem.. Não o mundo real, mas eu preciso, desejo manhã após manhã teus beijos, o toque das suas mãos e seu sorriso junto ao meu.
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